- O universo contém declarantes do IRPF, não a população brasileira completa.
- Declarações conjuntas e dependentes impedem interpretar cada declaração como uma pessoa.
- Dados agrupados não revelam variação dentro dos grupos.
- A base da Receita é dinâmica e pode mudar após retificações.
- Definições e layouts podem variar entre anos.
- Centis de UFs são ordenados dentro de cada UF.
- Valores de bens declarados seguem regras fiscais e não equivalem necessariamente a preços de mercado.
- O estudo é descritivo e não identifica efeitos causais.
- Nos arquivos de 2017–2021, as somas monetárias dos estratos detalhados da RTB não reconciliam com os agregados 100/110 em 28 geografias subnacionais/exterior, embora as contagens de contribuintes reconciliem exatamente. O projeto preserva os valores publicados e registra cada diferença em
data/processed/hierarchy-reconciliation.csv; não aplica correção silenciosa.
- A combinação SP–RB9 não está presente no arquivo regional oficial de 2023. O projeto registra a lacuna no gate
series_coverage e não imputa dados.
- As participações de topo somam grupos disjuntos divulgados, sem interpolação intragrupo; a adoção de interpolação de Pareto generalizada (Blanchet–Fournier–Piketty) permanece na agenda de pesquisa do projeto.
- As Tabelas I e II da coleção patrimonial são baixadas e verificadas por hash, mas não são ingeridas; apenas a Tabela III (ordenação direta nacional) alimenta a série de desigualdade patrimonial.
- O ano-calendário 2018 não é comparável aos demais. No arquivo oficial de 2018, o grupo 120 (top 0,01%, 3.181 declarações) traz soma de RB4 de R$ 948,3 bilhões e média de R$ 298,1 milhões por declaração, contra R$ 115,5 bilhões e R$ 37,9 milhões em 2017 e R$ 162,5 bilhões e R$ 49,0 milhões em 2019. O limite superior publicado do grupo é R$ 320.000.008.402,81, ante R$ 1,75 bilhão em 2017 e R$ 5,12 bilhões em 2019. Os 117 demais grupos de 2018 seguem a tendência dos anos vizinhos. Esse único grupo eleva o Gini nacional da RB4 de 0,584 para 0,666 e a participação do top 1% de 20,9% para 36,9%, e o efeito aparece em todos os conceitos de renda. Os valores são os publicados pela Receita Federal e foram conferidos célula a célula contra o arquivo de origem; o projeto os preserva sem correção, sinaliza o ano no gate
gini_year_over_year e apresenta, junto às séries, a variante calculada sem o grupo 120.
- A alíquota efetiva média só é interpretável quando o conceito de renda do ranking contém a renda tributada. Nos conceitos estreitos (RB5, RB9, RB10) um grupo pode ter renda do conceito próxima de zero e ainda dever imposto sobre rendimentos fora dele; nesses casos a razão fica
NA em vez de produzir alíquotas de milhares por cento. As colunas tax_due e rank_sum permanecem íntegras, e o gate effective_rate_coverage registra quantos grupos ficaram sem razão publicável. Sob RB4, conceito central do estudo, 97% dos grupos têm alíquota definida.
- A razão dívida/renda compara um estoque declarado em 31 de dezembro com um fluxo de doze meses. Mede alavancagem declarada, não capacidade de pagamento nem inadimplência, e fica
NA onde a renda do grupo é nula.
- O total consolidado de bens e direitos só é divulgado a partir do ano-calendário 2022, e a quantidade de declarações conjuntas, a partir de 2023. Nos anos anteriores os campos permanecem ausentes; a série de bens usa a soma das quatro famílias divulgadas, conferida contra o total onde ele existe.
- O metadado oficial de 2024 informa que a Tabela X exclui declarações com RB9 acima de R$ 100 milhões. As contagens nacionais publicadas em 2024 coincidem entre RB9 e RB4 (41.676.499 declarações nas folhas disjuntas), mas isso não permite identificar exclusões individuais nem assegurar um universo idêntico nos dois rankings. Comparações entre conceitos devem respeitar essa ressalva.
- Wolfson usa uma mediana aproximada pelo limite monetário do grupo que contém o 50º percentil. Em recortes com mediana próxima de zero, o valor é instável e não deve ser interpretado isoladamente. A série foi recalculada nesta revisão porque a implementação anterior aplicava o fator média/mediana apenas a parte da fórmula.
- O projeto usa a média anual do IPCA tanto para fluxos de renda quanto para saldos de bens e dívidas declarados no fim do ano. Os saldos em R$ de 2024 são uma aproximação em preços médios anuais; não representam uma atualização específica de 31 de dezembro para 31 de dezembro.
- Na série patrimonial de ordenação direta, o grupo de patrimônio zero altera as fronteiras populacionais dos grupos positivos. Um corte como o top 1% pode atravessar um grupo divulgado pela Receita. Como o projeto não interpola valores dentro de grupos, a participação correspondente fica
NA nesses casos; não se apresenta como top 1% a soma de apenas 0,65% das declarações, por exemplo. O Gini patrimonial agrupado permanece calculável.