Limitações

  1. O universo contém declarantes do IRPF, não a população brasileira completa.
  2. Declarações conjuntas e dependentes impedem interpretar cada declaração como uma pessoa.
  3. Dados agrupados não revelam variação dentro dos grupos.
  4. A base da Receita é dinâmica e pode mudar após retificações.
  5. Definições e layouts podem variar entre anos.
  6. Centis de UFs são ordenados dentro de cada UF.
  7. Valores de bens declarados seguem regras fiscais e não equivalem necessariamente a preços de mercado.
  8. O estudo é descritivo e não identifica efeitos causais.
  9. Nos arquivos de 2017–2021, as somas monetárias dos estratos detalhados da RTB não reconciliam com os agregados 100/110 em 28 geografias subnacionais/exterior, embora as contagens de contribuintes reconciliem exatamente. O projeto preserva os valores publicados e registra cada diferença em data/processed/hierarchy-reconciliation.csv; não aplica correção silenciosa.
  10. A combinação SP–RB9 não está presente no arquivo regional oficial de 2023. O projeto registra a lacuna no gate series_coverage e não imputa dados.
  11. As participações de topo somam grupos disjuntos divulgados, sem interpolação intragrupo; a adoção de interpolação de Pareto generalizada (Blanchet–Fournier–Piketty) permanece na agenda de pesquisa do projeto.
  12. As Tabelas I e II da coleção patrimonial são baixadas e verificadas por hash, mas não são ingeridas; apenas a Tabela III (ordenação direta nacional) alimenta a série de desigualdade patrimonial.
  13. O ano-calendário 2018 não é comparável aos demais. No arquivo oficial de 2018, o grupo 120 (top 0,01%, 3.181 declarações) traz soma de RB4 de R$ 948,3 bilhões e média de R$ 298,1 milhões por declaração, contra R$ 115,5 bilhões e R$ 37,9 milhões em 2017 e R$ 162,5 bilhões e R$ 49,0 milhões em 2019. O limite superior publicado do grupo é R$ 320.000.008.402,81, ante R$ 1,75 bilhão em 2017 e R$ 5,12 bilhões em 2019. Os 117 demais grupos de 2018 seguem a tendência dos anos vizinhos. Esse único grupo eleva o Gini nacional da RB4 de 0,584 para 0,666 e a participação do top 1% de 20,9% para 36,9%, e o efeito aparece em todos os conceitos de renda. Os valores são os publicados pela Receita Federal e foram conferidos célula a célula contra o arquivo de origem; o projeto os preserva sem correção, sinaliza o ano no gate gini_year_over_year e apresenta, junto às séries, a variante calculada sem o grupo 120.
  14. A alíquota efetiva média só é interpretável quando o conceito de renda do ranking contém a renda tributada. Nos conceitos estreitos (RB5, RB9, RB10) um grupo pode ter renda do conceito próxima de zero e ainda dever imposto sobre rendimentos fora dele; nesses casos a razão fica NA em vez de produzir alíquotas de milhares por cento. As colunas tax_due e rank_sum permanecem íntegras, e o gate effective_rate_coverage registra quantos grupos ficaram sem razão publicável. Sob RB4, conceito central do estudo, 97% dos grupos têm alíquota definida.
  15. A razão dívida/renda compara um estoque declarado em 31 de dezembro com um fluxo de doze meses. Mede alavancagem declarada, não capacidade de pagamento nem inadimplência, e fica NA onde a renda do grupo é nula.
  16. O total consolidado de bens e direitos só é divulgado a partir do ano-calendário 2022, e a quantidade de declarações conjuntas, a partir de 2023. Nos anos anteriores os campos permanecem ausentes; a série de bens usa a soma das quatro famílias divulgadas, conferida contra o total onde ele existe.
  17. O metadado oficial de 2024 informa que a Tabela X exclui declarações com RB9 acima de R$ 100 milhões. As contagens nacionais publicadas em 2024 coincidem entre RB9 e RB4 (41.676.499 declarações nas folhas disjuntas), mas isso não permite identificar exclusões individuais nem assegurar um universo idêntico nos dois rankings. Comparações entre conceitos devem respeitar essa ressalva.
  18. Wolfson usa uma mediana aproximada pelo limite monetário do grupo que contém o 50º percentil. Em recortes com mediana próxima de zero, o valor é instável e não deve ser interpretado isoladamente. A série foi recalculada nesta revisão porque a implementação anterior aplicava o fator média/mediana apenas a parte da fórmula.
  19. O projeto usa a média anual do IPCA tanto para fluxos de renda quanto para saldos de bens e dívidas declarados no fim do ano. Os saldos em R$ de 2024 são uma aproximação em preços médios anuais; não representam uma atualização específica de 31 de dezembro para 31 de dezembro.
  20. Na série patrimonial de ordenação direta, o grupo de patrimônio zero altera as fronteiras populacionais dos grupos positivos. Um corte como o top 1% pode atravessar um grupo divulgado pela Receita. Como o projeto não interpola valores dentro de grupos, a participação correspondente fica NA nesses casos; não se apresenta como top 1% a soma de apenas 0,65% das declarações, por exemplo. O Gini patrimonial agrupado permanece calculável.