Glossário

Conceitos de renda, indicadores e referências do estudo

Definições dos conceitos de renda (RTB a RB10) e fichas dos indicadores de desigualdade, com leitura, faixa, nota de cálculo com dados agrupados e referências.

Os textos desta página vêm dos contratos de dados do projeto (config/schema/), os mesmos que alimentam as ajudas “?” das páginas Explorar. Cada termo tem um endereço próprio para citação.

Conceitos de renda

Cada conceito é uma ordenação diferente das mesmas declarações. O conceito central do estudo é a RB4; os demais servem de contraste.

Renda Tributável Bruta (RTB)

Composição: Rendimentos tributáveis brutos

Rendimentos tributáveis brutos declarados, antes das deduções legais.

Tabela I da Receita Federal; anos-calendário de 2017 em diante.

Renda ampliada 1 (RB1)

Composição: RTB + rendimentos de sócio ou titular de MPE + lucros e dividendos

Acrescenta à renda tributável os rendimentos empresariais isentos: a parcela do sócio ou titular de micro e pequena empresa e os lucros e dividendos recebidos.

Tabela II da Receita Federal; anos-calendário de 2017 em diante.

Renda ampliada 2 (RB2)

Composição: RB1 + rendimentos sujeitos à tributação exclusiva ou definitiva

Acrescenta à RB1 os rendimentos sujeitos à tributação exclusiva ou definitiva na fonte, como aplicações financeiras, décimo terceiro salário e ganhos de capital.

Tabela III da Receita Federal; anos-calendário de 2017 em diante.

Renda ampliada 3 (RB3)

Composição: RB2 + parcelas isentas selecionadas

Acrescenta à RB2 parcelas isentas selecionadas: aposentadoria acima de 65 anos, atividade rural, poupança e incorporação de reservas.

Tabela IV da Receita Federal; anos-calendário de 2017 em diante.

Renda ampla sem transferências patrimoniais (RB4)

Conceito central do estudo.

Composição: RTB + rendimentos isentos + rendimentos exclusivos ou definitivos − doações e heranças

Conceito central do estudo. Reúne rendimentos tributáveis, isentos e sujeitos à tributação exclusiva ou definitiva, retirando as transferências patrimoniais — doações e heranças — que são mudança de titularidade de estoque, não renda do período.

Tabela V da Receita Federal; anos-calendário de 2017 em diante.

Rendimentos empresariais isentos (RB5)

Composição: Lucros e dividendos + rendimentos de sócio ou titular de MPE do Simples

Isola os rendimentos empresariais recebidos por pessoa física sem incidência na tabela progressiva.

Tabela VI da Receita Federal; anos-calendário de 2017 em diante.

Base e capital 1 (RB6)

Composição: Base de cálculo + lucros e dividendos + aplicações financeiras + renda variável + aluguéis

Soma a base de cálculo legal aos rendimentos de capital declarados.

Tabela VII da Receita Federal; anos-calendário de 2017 em diante.

Base e capital 2 (RB7)

Composição: RB6 + rendimentos de sócio ou titular de MPE do Simples

Acrescenta à RB6 os rendimentos de sócio ou titular de micro e pequena empresa optante pelo Simples.

Tabela VIII da Receita Federal; anos-calendário de 2017 em diante.

Base de cálculo (RB8)

Composição: Base de cálculo do imposto de renda

Base de cálculo do imposto de renda: a parcela da renda efetivamente alcançada pela tabela progressiva.

Tabela IX da Receita Federal; anos-calendário de 2017 em diante.

Rendimentos do Simples (RB9)

Composição: Rendimentos de sócio ou titular de MPE do Simples

Isola os rendimentos de sócio ou titular de micro e pequena empresa optante pelo Simples, excluídos pró-labore, aluguéis e serviços.

Tabela X da Receita Federal; anos-calendário de 2017 em diante.

Desconto simplificado (RB10)

Composição: Valor do desconto simplificado

Isola o valor do desconto simplificado utilizado na declaração. Divulgado a partir do ano-calendário 2022.

Tabela XI da Receita Federal; anos-calendário de 2022 em diante.

Indicadores

Todos os índices são calculados sobre as médias e as quantidades dos grupos divulgados. Como não há informação dentro de cada grupo, eles omitem a desigualdade intragrupo e devem ser lidos como aproximações.

Gini agrupado

Mede o quanto a distribuição observada se afasta da igualdade perfeita, pela área entre a curva de Lorenz e a diagonal.

Como ler: 0 significa que todos os grupos têm a mesma renda média; 1 significa que toda a renda está concentrada num único grupo.

Faixa: 0 a 1

Cálculo com dados agrupados: Calculado sobre as médias e as quantidades dos 118 grupos disjuntos. O valor publicado é o limite inferior — trapézio de Lorenz sobre as médias — e não enxerga a desigualdade dentro de cada grupo; o limite superior no espírito de Gastwirth acompanha a série, na coluna gini_upper_bound dos dados curados.

Referências:

  • Gastwirth, J. L. (1972). The Estimation of the Lorenz Curve and Gini Index. The Review of Economics and Statistics, 54(3), 306–316. doi:10.2307/1937992
  • Cowell, F. A. (2011). Measuring Inequality. 3ª ed. Oxford: Oxford University Press.

Limite superior do Gini

Maior Gini compatível com as médias e os limites monetários divulgados de cada grupo.

Como ler: A distância até o Gini agrupado é o quanto a desigualdade dentro dos grupos poderia acrescentar, no pior caso.

Faixa: 0 a 1

Cálculo com dados agrupados: Construído no espírito de Gastwirth (1972): soma a máxima desigualdade interna admissível em cada grupo. O par gini_lower_bound e gini_upper_bound acompanha todas as distribuições publicadas.

Referências:

  • Gastwirth, J. L. (1972). The Estimation of the Lorenz Curve and Gini Index. The Review of Economics and Statistics, 54(3), 306–316. doi:10.2307/1937992

Theil T agrupado

Índice de entropia que pondera cada grupo pela sua participação na renda.

Como ler: 0 na igualdade perfeita; cresce conforme a renda se concentra, sem teto fixo.

Faixa: 0 ou mais

Cálculo com dados agrupados: Com dados agrupados capta apenas o componente entre grupos. É essa propriedade aditiva que permite a decomposição da desigualdade entre e dentro das UFs publicada pelo projeto.

Referências:

  • Theil, H. (1967). Economics and Information Theory. Amsterdam: North-Holland.
  • Cowell, F. A. (2011). Measuring Inequality. 3ª ed. Oxford: Oxford University Press.

Atkinson (ε = 0,5)

Proporção da renda total de que se poderia abrir mão, sob distribuição igualitária, mantendo o mesmo bem-estar. O parâmetro ε fixa a aversão à desigualdade.

Como ler: 0,10 significa que o mesmo bem-estar seria obtido com 90% da renda, se ela fosse distribuída por igual.

Faixa: 0 a 1

Cálculo com dados agrupados: ε = 0,5 é o valor congelado em config/project.yml; o caso-limite ε = 1 usa a média geométrica dos grupos. Sem informação dentro dos grupos, o índice é um piso.

Referências:

  • Atkinson, A. B. (1970). On the Measurement of Inequality. Journal of Economic Theory, 2(3), 244–263. doi:10.1016/0022-0531(70)90039-6
  • Cowell, F. A. (2011). Measuring Inequality. 3ª ed. Oxford: Oxford University Press.

Participação do top 10%

Fração da renda total do conceito de ordenação que cabe às 10% de declarações de maior renda.

Como ler: 0,55 significa que o décimo do topo concentra 55% da renda declarada.

Faixa: 0 a 1

Cálculo com dados agrupados: Soma dos grupos divulgados cujo limite inferior começa em 0,90, sem interpolação dentro dos grupos.

Referências:

  • Medeiros, M., Souza, P. H. G. F. & Castro, F. A. (2015). O Topo da Distribuição de Renda no Brasil. Dados, 58(1), 7–36. doi:10.1590/00115258201537
  • Morgan, M. (2017). Extreme and Persistent Inequality: New Evidence for Brazil. WID.world Working Paper 2017/12. Acessar

Participação do top 1%

Fração da renda total do conceito de ordenação que cabe ao 1% de declarações de maior renda.

Como ler: 0,21 significa que o centésimo do topo concentra 21% da renda declarada.

Faixa: 0 a 1

Cálculo com dados agrupados: Soma dos grupos 101 a 109 e 111 a 120, que são disjuntos. O agregado 100 não é somado de novo.

Referências:

  • Medeiros, M., Souza, P. H. G. F. & Castro, F. A. (2015). O Topo da Distribuição de Renda no Brasil. Dados, 58(1), 7–36. doi:10.1590/00115258201537
  • Souza, P. H. G. F. (2018). Uma História de Desigualdade: A Concentração de Renda entre os Ricos no Brasil, 1926–2013. São Paulo: Hucitec.

Participação do top 0,1%

Fração da renda total do conceito de ordenação que cabe ao 0,1% de declarações de maior renda.

Como ler: 0,09 significa que um milésimo das declarações concentra 9% da renda declarada.

Faixa: 0 a 1

Cálculo com dados agrupados: Soma dos grupos 111 a 120, que são disjuntos. O agregado 110 não é somado de novo.

Referências:

  • Medeiros, M., Souza, P. H. G. F. & Castro, F. A. (2015). O Topo da Distribuição de Renda no Brasil. Dados, 58(1), 7–36. doi:10.1590/00115258201537
  • Souza, P. H. G. F. (2018). Uma História de Desigualdade: A Concentração de Renda entre os Ricos no Brasil, 1926–2013. São Paulo: Hucitec.

Participação do top 0,01%

Fração da renda total do conceito de ordenação que cabe ao 0,01% de declarações de maior renda.

Como ler: 0,04 significa que uma em cada dez mil declarações concentra 4% da renda declarada.

Faixa: 0 a 1

Cálculo com dados agrupados: Corresponde ao grupo 120 isolado. É o grupo em que o arquivo oficial de 2018 apresenta um salto que torna o ano incomparável com os vizinhos.

Referências:

  • Medeiros, M., Souza, P. H. G. F. & Castro, F. A. (2015). O Topo da Distribuição de Renda no Brasil. Dados, 58(1), 7–36. doi:10.1590/00115258201537

Participação dos 40% da base

Fração da renda total do conceito de ordenação que cabe aos 40% de declarações de menor renda.

Como ler: 0,08 significa que os quatro décimos da base reúnem 8% da renda declarada.

Faixa: 0 a 1

Cálculo com dados agrupados: Soma dos grupos divulgados até o limite superior de 0,40, sem interpolação dentro dos grupos.

Referências:

  • Palma, J. G. (2011). Homogeneous Middles vs. Heterogeneous Tails, and the End of the ‘Inverted-U’. Development and Change, 42(1), 87–153. doi:10.1111/j.1467-7660.2011.01694.x

Razão de Palma

Razão entre a renda do décimo mais rico e a renda dos quatro décimos mais pobres.

Como ler: 3,0 significa que o topo 10% recebe três vezes o que recebem os 40% da base.

Faixa: 0 ou mais

Cálculo com dados agrupados: Não é limitado por construção. Quando a renda declarada da base tende a zero — o que ocorre em algumas UFs — a razão explode e deixa de ser comparável entre geografias.

Atenção: indicador não limitado por construção; não comparar entre geografias sem checar a mediana do grupo.

Referências:

  • Palma, J. G. (2011). Homogeneous Middles vs. Heterogeneous Tails, and the End of the ‘Inverted-U’. Development and Change, 42(1), 87–153. doi:10.1111/j.1467-7660.2011.01694.x

Índice de Wolfson

Mede bipolarização: o quanto a distribuição se esvazia em torno da mediana e se acumula em dois polos.

Como ler: 0 quando toda a distribuição está na mediana; cresce conforme a massa se afasta dela para os dois lados.

Faixa: 0 ou mais

Cálculo com dados agrupados: Usa a mediana aproximada pelo limite superior do grupo que contém o 50º percentil. Quando essa mediana é pequena, o fator média/mediana pode ampliar muito o índice; nesses recortes, não o interprete isoladamente.

Atenção: indicador não limitado por construção; não comparar entre geografias sem checar a mediana do grupo.

Referências:

  • Wolfson, M. C. (1994). When Inequalities Diverge. The American Economic Review, 84(2), 353–358.

Esteban–Ray (α = 1,3)

Mede polarização como o produto entre a identificação dentro de cada grupo e a alienação entre grupos, com sensibilidade α.

Como ler: Cresce quando a população se organiza em poucos blocos internamente homogêneos e distantes entre si.

Faixa: 0 ou mais

Cálculo com dados agrupados: Calculado sobre os 118 grupos disjuntos. A identificação usa a quantidade de declarações de cada grupo divulgado, não uma estimativa de densidade contínua.

Referências:

  • Esteban, J.-M. & Ray, D. (1994). On the Measurement of Polarization. Econometrica, 62(4), 819–851. doi:10.2307/2951734

Razão P90/P50

Razão entre o limite de renda do percentil 90 e o limite do percentil 50.

Como ler: 4,0 significa que a entrada no décimo do topo exige quatro vezes a renda da mediana.

Faixa: 0 ou mais

Cálculo com dados agrupados: Usa os limites superiores divulgados dos grupos, sem interpolação dentro deles.

Referências:

  • Cowell, F. A. (2011). Measuring Inequality. 3ª ed. Oxford: Oxford University Press.

Alíquota efetiva média

Imposto devido dividido pela renda do próprio conceito de ordenação, em cada grupo.

Como ler: 0,12 significa que o grupo deve 12% da renda ampla declarada em imposto de renda.

Faixa: 0 a 1

Cálculo com dados agrupados: É uma média de grupo, não de declarante. Fica sem valor quando a renda do conceito é nula ou menor que o imposto devido — sinal de que o conceito não cobre a base tributada. Sob RB4, 97% dos grupos têm alíquota definida.

Referências:

  • Gobetti, S. W. & Orair, R. O. (2017). Taxation and Distribution of Income in Brazil: New Evidence from Personal Income Tax Data. Brazilian Journal of Political Economy, 37(2), 267–286. doi:10.1590/0101-31572017v37n02a01

Razão dívida/renda

Dívidas e ônus declarados no encerramento do ano divididos pela renda anual do grupo no conceito de ordenação.

Como ler: 0,25 significa que o estoque de dívidas do grupo equivale a um quarto da renda que ele declarou no ano.

Faixa: 0 ou mais

Cálculo com dados agrupados: Compara um estoque de 31 de dezembro com um fluxo de doze meses: mede alavancagem declarada, não capacidade de pagamento. Fica sem valor quando a renda do grupo é nula, como ocorre no primeiro centil.

Referências:

  • Receita Federal do Brasil (2026). Distribuição de Renda por Centis — estudo ampliado 2017 a 2024. Acessar

Participação no estoque de dívidas

Fração do total de dívidas e ônus declarados no ano e na geografia que cabe ao grupo.

Como ler: 0,05 significa que o grupo responde por 5% de todo o endividamento declarado naquele recorte.

Faixa: 0 a 1

Cálculo com dados agrupados: Distribui um estoque declarado ao longo dos grupos ordenados por renda; não é uma ordenação direta por endividamento.

Referências:

  • Receita Federal do Brasil (2026). Distribuição de Renda por Centis — estudo ampliado 2017 a 2024. Acessar

Bens e direitos declarados

Soma dos quatro grupos de bens e direitos divulgados: imóveis, móveis, ativos financeiros e outros.

Como ler: Mede o patrimônio declarado que se acumula em cada posição da distribuição de renda.

Faixa: R$ de 2024

Cálculo com dados agrupados: O total consolidado só é divulgado a partir de 2022; a série usa a soma dos quatro grupos, que cobre 2017 a 2024, e é conferida contra o total nos anos em que ele existe.

Referências:

  • Receita Federal do Brasil (2026). Distribuição de Renda por Centis — estudo ampliado 2017 a 2024. Acessar

Gini patrimonial

Gini agrupado calculado sobre a distribuição nacional ordenada diretamente pelo valor dos bens e direitos declarados.

Como ler: Fica próximo de 1 porque uma parcela grande das declarações informa patrimônio igual a zero.

Faixa: 0 a 1

Cálculo com dados agrupados: Série nacional de 2006 a 2021, da Tabela III. Inclui o grupo com patrimônio declarado igual a zero. Não confundir com bens observados dentro dos centis de renda, que medem concentração patrimonial ao longo da renda.

Referências:

  • Receita Federal do Brasil (2026). Distribuição dos Bens e Direitos por Centis, 2006 a 2021. Acessar
  • Gastwirth, J. L. (1972). The Estimation of the Lorenz Curve and Gini Index. The Review of Economics and Statistics, 54(3), 306–316. doi:10.2307/1937992

Referências

Fontes dos dados e literatura que sustenta as fórmulas dos indicadores. As mesmas chaves alimentam a bibliografia dos relatórios.

  • Receita Federal do Brasil (2026). Distribuição de Renda por Centis — estudo ampliado 2017 a 2024. Acessar
  • Receita Federal do Brasil (2026). Distribuição dos Bens e Direitos por Centis, 2006 a 2021. Acessar
  • Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (2026). Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), tabela SIDRA 1737. Acessar
  • Atkinson, A. B. (1970). On the Measurement of Inequality. Journal of Economic Theory, 2(3), 244–263. doi:10.1016/0022-0531(70)90039-6
  • Theil, H. (1967). Economics and Information Theory. Amsterdam: North-Holland.
  • Gastwirth, J. L. (1972). The Estimation of the Lorenz Curve and Gini Index. The Review of Economics and Statistics, 54(3), 306–316. doi:10.2307/1937992
  • Wolfson, M. C. (1994). When Inequalities Diverge. The American Economic Review, 84(2), 353–358.
  • Esteban, J.-M. & Ray, D. (1994). On the Measurement of Polarization. Econometrica, 62(4), 819–851. doi:10.2307/2951734
  • Palma, J. G. (2011). Homogeneous Middles vs. Heterogeneous Tails, and the End of the ‘Inverted-U’. Development and Change, 42(1), 87–153. doi:10.1111/j.1467-7660.2011.01694.x
  • Cowell, F. A. (2011). Measuring Inequality. 3ª ed. Oxford: Oxford University Press.
  • Blanchet, T., Fournier, J. & Piketty, T. (2022). Generalized Pareto Curves: Theory and Applications. Review of Income and Wealth, 68(1), 263–288. doi:10.1111/roiw.12510
  • Blanchet, T., Chancel, L., Flores, I. & Morgan, M. (2024). Distributional National Accounts Guidelines. World Inequality Lab. Acessar
  • Medeiros, M., Souza, P. H. G. F. & Castro, F. A. (2015). O Topo da Distribuição de Renda no Brasil. Dados, 58(1), 7–36. doi:10.1590/00115258201537
  • Souza, P. H. G. F. (2018). Uma História de Desigualdade: A Concentração de Renda entre os Ricos no Brasil, 1926–2013. São Paulo: Hucitec.
  • Morgan, M. (2017). Extreme and Persistent Inequality: New Evidence for Brazil. WID.world Working Paper 2017/12. Acessar
  • Gobetti, S. W. & Orair, R. O. (2017). Taxation and Distribution of Income in Brazil: New Evidence from Personal Income Tax Data. Brazilian Journal of Political Economy, 37(2), 267–286. doi:10.1590/0101-31572017v37n02a01